Quinta-feira, 5 de Junho de 2008

Globo demite repórter que "derrubou" avião

A TV Globo demitiu anteontem o jornalista que teria sido responsável pela divulgação, pelo canal Globo News, da falsa notícia de que um avião da empresa Pantanal havia se chocado contra um prédio na zona sul de São Paulo, na rota de pouso do aeroporto de Congonhas, no último dia 20.

A informação é do colunista Daniel Castro, na coluna Outro Canal, publicada na Folha desta quinta-feira (5), que está nas bancas. O conteúdo completo de Outro Canal está disponível apenas para assinantes do UOL e da Folha.

De acordo com Daniel Castro, a "barriga" (jargão jornalístico para falsa notícia) foi reproduzida por outras TVs, rádios e sites do Brasil e do exterior. Foi corrigida cinco minutos depois, quando já havia repercutido até no Congresso Nacional. Era apenas um incêndio em uma loja de colchões.

Ainda segundo a coluna Outro Canal, o jornalista demitido tinha o cargo de produtor (repórter que não aparece no vídeo), mas era um "faz-tudo". Ele apurava, escrevia as cabeças (texto lido pelo apresentador) e editava reportagens. O profissional também atuava como um editor-chefe informal de São Paulo do "Jornal das Dez", da Globo News.

Na tarde do dia 20, ele estava extra-oficialmente chefiando a Redação da Globo News em São Paulo, informa a coluna. O jornalista teria recebido a "informação" da rádio-escuta (setor que faz a primeira apuração com fontes oficiais, como bombeiros e polícia) e a passou para a Redação do Rio de Janeiro, sede do canal, que a colocou no ar. A falsa informação teria sido passada pela Defesa Civil, informa Daniel Castro.

Procurada pela coluna Outro Canal, a Globo se limitou a dizer que "tomou as medidas que julgou necessárias e que dizem respeito aos seus procedimentos internos"

Gol lança check-in via celular em São Paulo em parceria com a Oi

As linhas aéreas Gol oferecerão check-in via celular em parceria com a operadora de telefonia móvel Oi entre o final deste mês e o início de julho. O serviço estará disponível no aeroporto de Congonhas e para os usuários da companhia fluminense.

O anúncio confirma a previsão de chegada da empresa à cidade de São Paulo neste mês, como foi antecipado pelo WNews. A operadora não informou, no entanto, se será desta forma a estréia das operações no Estado paulista.

Leia mais
Oi começa a operar em São Paulo em junho
Oi chega a São Paulo até setembro, com 3G

Segundo Wilson Maciel Ramos, vice-presidente de planejamento de TI da Gol, a idéia é estender a facilidade aos demais aeroportos do Brasil. O projeto começou pelo Rio de Janeiro, no Aeroporto Santos Dumont, para os vôos da ponte-aérea, estreará em São Paulo e depois deverá ser estendido às demais localidades.

A expectativa de Ramos é oferecer o serviço em mais aeroportos do Brasil e para clientes de outras operadoras. “Dependemos da importação da leitora que leva em média 60 dias”, prevê.

Para usar o serviço, o cliente precisa cadastrar o celular na hora da compra da passagem, preencher os dados e escolher o assento. Depois disso, será enviado um SMS (torpedo), com código de barras 2D e os demais dados.

Esse código deverá ser apresentado ao funcionário da Gol no portão de embarque. Após a leitura, o cliente recebe um mini-cartão de embarque para apresentação a Infraero. Futuramente, a Companhia planeja eliminar a impressão do papel.

O torpedo com as informações de vôo será enviado até 24 horas de antecedência à hora da partida ou quando o passageiro chegar ao aeroporto, onde um sistema reconhecerá o aparelho. A idéia é que no futuro o serviço seja oferecido pela própria Infraero, sem a necessidade do passageiro pegar filas.

“A leitora ficaria no embarque e o check-in seria feito direto lá”, antecipa o vice-presidente da Gol. Mas para isso é preciso que a Infraero implante o processo. Quanto o oferecimento do serviço para clientes de outras operadoras, o executivo afirma que é necessário ter um volume de uso antes. “Esperamos que pelo menos 30% dos nosso clientes utilizem o check-in móvel”.

Desde seu lançamento, em 2001, a GOL investe em inovações tecnológicas. Primeiro, revolucionou o mercado brasileiro de transporte aéreo ao concentrar suas vendas na internet, eliminando a emissão do tradicional bilhete, o que reduziu custos e simplificou o acesso dos passageiros aos serviços ofertados. Depois lançou o check-in inteligente pela internet e pelo celular, com a impressão do cartão de embarque pelo cliente. Recentemente, passou a vender bilhetes pelo celular.

Por enquanto, o serviço é válido apenas para passageiros sem bagagem ou com bagagem de mão. Mais informações sobre o Check-in Móvel GolL, documentos válidos para embarque estão disponíveis no site www.voegol.com.br.

Copom eleva de novo juros, que sobem para 12,25% ao ano

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, colegiado responsável por fixar os juros básicos da economia brasileira, confirmou as sinalizações e voltou a elevar a taxa Selic nesta quarta-feira (4). Essa é a segunda reunião consecutiva de subida nos juros, que passaram de 11,75% para 12,25% ao ano, como esperava a maior parte dos economistas do mercado financeiro. A decisão do Copom foi unânime.

Entenda como a taxa Selic afeta a vida do consumidor
Entenda o funcionamento do Copom
Confira a repercussão da decisão do Copom

Editoria de arte G1

Antes mesmo da reunião do Copom desta semana, a subida de juros já era tida como certa. Isso porque, após reunião do colegiado ocorrida em abril, o BC informou que a elevação de 0,5 ponto percentual daquele momento seria "parte relevante" do ciclo total de elevações - já antecipando, deste modo, que haveria outros "capítulos" na novela da subida dos juros para tentar conter o aumento da inflação.

Ao final do encontro desta semana do Copom, o BC divulgou a seguinte frase: "Dando prosseguimento ao processo de ajuste da taxa de juros básica iniciado na reunião de abril, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic para 12,25% ao ano, sem viés".

Juros reais

Com a decisão desta quarta-feira do Copom, o Brasil foi confirmado como campeão mundial dos juros reais (descontados a inflação). Ranking elaborado pela consultoria UpTrend mostra que os juros reais do Brasil, com a elevação de 0,5 ponto percentual efetuada nesta quarta-feira pelo Copom, subiram para 7,1% ao ano. Em segundo lugar aparece a Austrália, com juros reais de 5,5% ao ano, seguida pela Turquia, com taxa de juros real de 5,3% ao ano.

Novos aumentos nos juros

Para o mercado financeiro, o Copom voltará a elevar os juros mais três vezes neste ano para tentar frear o crescimento dos preços. A expectativa dos economistas é de que os juros subam para 12,75% ao ano em julho próximo e para 13,25% ao ano em setembro. Já em outubro, a taxa avançaria para 13,75% ao ano - patamar no qual fecharia o ano de 2008. Em janeiro de 2009, os juros, ainda segundo expectativa do mercado financeiro, seriam elevados para 14% ao ano e voltariam a cair somente a partir de março do ano que vem.

Inflação em alta

A preocupação do Banco Central, ao subir os juros básicos da economia, é com o crescimento da inflação, que é resultado da elevação dos preços das "commodities" (produtos básicos com cotação internacional, como grãos, aço e petróleo, por exemplo) e do aumento da procura por produtos e serviços.

No Brasil, vigora o sistema de metas de inflação. Para este ano, e para 2009, a meta central de inflação é de 4,5%, com base no IPCA. Há um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo, de modo que, teoricamente, a inflação poderia ficar entre 2,5% e 6,5%. Para conter aumento dos preços acima das metas, o BC sobe os juros. Quando julga que a inflação está compatível com as metas, pode baixá-los.

O mercado financeiro projeta um IPCA, utilizado como referência no sistema de metas de inflação, de 5,48% para este ano e de 4,60% para 2009. Deste modo, a estimativa do mercado financeiro está bem acima da meta de 2008 e um pouco mais alta do que a meta do ano que vem. Especialistas informam que um aumento de juros demora cerca de seis meses para ter impacto pleno na economia. Deste modo, o BC, ao subir agora os juros, já está mirando na meta de inflação de 2009.

Henrique Meirelles

Na última semana, o presidente do BC, Henrique Meirelles, disse, durante audiência pública na Câmara dos Deputados, que a instituição retomou a subida dos juros, em abril, após quase três anos, para não se atrasar e depois ter de "correr atrás do prejuízo". A explicação é que, ao subir preventivamente os juros, o BC não teria de elevá-los com tanta intensidade no futuro, e, com isso, gerar um impacto maior no crescimento do país.

"[O BC] tomou medida preventivamente e isso mostra que esse cenário [de subida da inflação] não surpreende. E, mais importante, não vamos estar atrasados. Como se diz na linguagem popular, [não vamos precisar] correr atrás do prejuízo. A história mostra que o custo de desinflações é sempre menor na medida em que as ações são tempestivas [oportunas]. Queria dar uma mensagem de tranquilidade. Existe [no Brasil] um BC sintonizado com as práticas dos maiores BCs do mundo", disse Meirelles na Câmara.

Guido Mantega

Em cerimônia no Palácio do Planalto ocorrida nesta quarta-feira (4), mesmo dia da reunião do Copom, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que é defensor de aumentos menores na taxa de juros, avaliou que a inflação estaria "sob controle".

Segundo avaliação do ministro, a oferta por produtos e serviços estaria crescendo acima da demanda pelos mesmos - avaliação que contrapõe o pensamento dominante no BC. Para Mantega, a subida dos preços registrada neste ano está sendo causada, principalmente, pelas "commodities".

"Temos um choque de commoties agrícolas, metálicas e de energia. [O choque] está produzindo inflação mundial, que subiu 2 pontos percentuais nos últimos doze meses. O crescimento médio da inflação [no mundo] era de 3,5%. E hoje é de 5,5%", afirmou Mantega nesta quarta. Para ele, o Brasil está abaixo da média da inflação mundial.

Poupança fiscal e superávit primário

A elevação de juros por parte do Banco Central vem após a decisão do governo federal de fazer uma poupança pública com 0,5% do PIB, algo em torno de R$ 13 bilhões, recursos que deixarão de ser gastos para formar o chamado fundo soberano - que poderá ser usado para financiar atividades de empresas brasileiras no exterior.

Segundo a lógica do governo, a formação da poupança fiscal contribui para combater o crescimento da inflação, uma vez que os recursos deixarão de ser gastos pelo governo. Além da poupança fiscal, o governo também tem uma meta de superávit primário (economia feita para pagar juros da dívida pública) de 3,8% do PIB, ou R$ 105 bilhões neste ano. De igual modo, os recursos não são gastos e isso também contribui para conter a subida dos preços.

Rio de Janeiro, enfim, é finalista para sediar os Jogos Olímpicos de 2016

Pela primeira vez após três tentativas, a cidade do Rio de Janeiro está na fase final da escolha para a sede das Olimpíadas. O Comitê Olímpico Internacional anunciou nesta quarta-feira, em Atenas, na Grécia, as quatro cidades que permanecem na disputa para os Jogos de 2016 (assista ao vídeo ao lado). Além do Rio, Chicago, Tóquio e Madri continuam no páreo para sediar os Jogos. Doha (Qatar), Praga (República Tcheca) e Baku (Azerbaijão) foram cortadas. A escolha final da sede será feita no dia 2 de outubro de 2009, em Copenhague, na Dinamarca.
A escolha desta quarta-feira foi puramente técnica. Os dirigentes do COI analisaram os cadernos de encargos enviados pelas cidades, com mapas das instalações, listas dos hotéis, distância dos locais de competição, entre outros itens. A partir daí atribuíram pontos para as candidatas. A idéia é saber quem tem, teoricamente, capacidade para receber os Jogos.

O Rio de Janeiro havia sido, oficialmente, candidato em três outras oportunidades: para os Jogos de 1936, 2004 e 2012. Em nenhuma delas havia passado da primeira triagem. Este ano, no entanto, com o sucesso dos Jogos Pan-Americanos de 2007, e com a boa fase da economia brasileira, a candidatura brasileira ganhou força e, finalmente, passou á fase final da escolha.

Estavam presentes em Atenas o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, o prefeito da cidade, Cesar Maia - que havia antecipado em seu blog a presença do Rio entre as finalistas -, o ministro dos Esportes, Orlando Silva Jr., e o presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman. Todos vibraram muito com a presença da cidade entre as finalistas.

- Hoje temos que estar felizes da vida. Uma cidade de um país que nunca organizou os Jogos entrar na fase final é um grande feito. Temos que ter o equilíbrio necessário, pois esta é apenas uma etapa. O que aconteceu hoje foi um reconhecimento do COI ao que o Brasil fez, e também ao povo carioca e aos governos da cidade do Rio de Janeiro, do estado e federal. Mas é, fundamentalmente, uma vitória do esporte brasileiro. Entregar bem a candidatura é uma obrigação que nós temos. Precisamos entregar os documentos com as garantias muito bem detalhadas. Os entes públicos e a sociedade têm a obrigação de apresentar as garantias para que tudo corra bem - disse Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB, em entrevista à TV Globo.

Perguntado sobre a razão para o otimismo em conseguir sediar as Olimpíadas de 2016, Nuzman disse que seu sentimento é baseado no planejamento feito há sete anos.

- Em 2001 foi desenhado um projeto que tinha como objetivo realizar os Jogos Pan-Americanos de 2007, que foi conseguido, e as Olimpíadas de 2016. Estamos nesta estrada e otimistas para alcançar mais este objetivo.

Segunda-feira, 2 de Junho de 2008

Governo faz primeiro 'depósito' na poupança fiscal

O governo publicou em edição extra do Diário Oficial, com data da última sexta-feira (30), o decreto de programação financeira na qual faz o primeiro "depósito" na sua poupança extra, que servirá para a formação do fundo soberano. O excedente de arrecadação verificado no último relatório de avaliação de receitas, somado à reserva de R$ 808 milhões realizada no primeiro bimestre do ano, já totaliza R$ 5,4 bilhões e não deve ser distribuída para gastos dos ministérios.

A meta da equipe econômica é realizar uma economia adicional de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, atingindo um superávit de 4,3% do PIB, sendo 2,7% do PIB na esfera do governo federal. Em valores correntes, esse esforço adicional equivale a R$ 13 bilhões e seria destinado ao que o governo cunhou de "fundo soberano".

Superávit de 2,2%

Formalmente, entretanto, o decreto mantém a previsão de que o superávit primário do governo federal será de 2,2% do PIB e de que poderá ser reduzido em 0,5% do PIB referente aos investimentos do Projeto Piloto de Investimentos (PPI). Na prática, o decreto embute uma previsão de execução e pagamento de investimentos da ordem de R$ 35 bilhões pode não se concretizar.

No ano passado, por exemplo, os investimentos (no critério amplo adotado pelo Ministério da Fazenda, que inclui inversões financeiras para reforma agrária) atingiram R$ 22,1 bilhões. No primeiro quadrimestre deste ano, eles somaram R$ 5,4 bilhões, com crescimento de 14,5% em relação ao mesmo período de 2007. Isso quer dizer que, mantido o mesmo ritmo em 2008, os investimentos chegariam ao final do ano em R$ 25,3 bilhões - R$ 10 bilhões abaixo do programado.

O mesmo deve ocorrer com outras previsões de gasto do governo na área de custeio. O alto superávit primário do primeiro quadrimestre indica que os valores contidos no decreto não devem se realizar. Com isso, o governo não precisa usar a margem de redução do primário permitida pelo PPI (R$ 13,8 bilhões) e ainda supera a meta estabelecida na Lei de Diretrizes Orçamentárias.

Ministro da Fazenda anuncia poupança fiscal de R$ 13 bilhões

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta sexta-feira (30) a criação de uma poupança fiscal de 0,5% do PIB, o que significa hoje R$ 13 bilhões. Mantega disse que os recursos irão para o Fundo Soberano do Brasil, que foi anunciado, mas ainda não foi criado. O anúncio foi feito em entrevista coletiva à imprensa, em São Paulo. "É como se num momento de vacas gordas, você guarda uma poupança, que será utilizada em um momento de vacas magras", disse.

"O governo resolveu fazer uma poupança fiscal de mais 0,5% do PIB. Essa poupança de 0,5% se dá em virtude da disponibilidade que nós estamos tendo de arrecadação. Nós estamos com o país crescendo mais, arrecadando mais e, portanto, existe uma poupança que pode ser criada. Essa poupança será colocada no Fundo Soberano", disse.

O primeiro objetivo da poupança, que é uma espécie de aumento do superávit primário, segundo informou o ministro, é controlar a inflação. "A prioridade é o combate à inflação. A garantia de que a inflação está sob controle e continuará sob controle."

"Embora o Brasil tenha taxas de inflação menores do que a maioria dos países emergentes, mesmo assim nós temos que tomar cuidado. Estamos empenhados em impedir que a inflação cresça no país", destacou o ministro.

Segundo o ministro, além de uma política inflacionária, a poupança fiscal tem outra finalidade. "Em vez de gastar esse dinheiro, nós vamos guardá-lo para um dia, quando o nível de atividade retroceder, e isso poderá acontecer um dia não se sabe, nós teremos recursos para impedir que a economia tenha uma desaceleração."

A poupança ainda depende da criação do fundo soberano. Questionado sobre em quanto tempo o fundo será criado, o ministro respondeu que, se houver "urgência urgentíssima", serão 45 dias. "Nós vamos dialogar com as lideranças da Câmara e do Senado para ver o que eles acham", disse, acrescentando que sua criação se dará por projeto de lei.

Segundo Mantega, o fundo soberano pode ser utilizado na compra de dólares, com objetivo de diminuir a desvalorização da moeda morte-americana ante o real. "Se julgar oportuna, se for conveniente, para ajudar o câmbio, poderá comprar dólares. Não é obrigatório, mas estará autorizado a comprar dólares. Ao fazer essa compra de dólares, estaria então influenciando o câmbio, de modo a diminuir a pressão que existe sobre o real", destacou.

Para o ministro, a criação da poupança fiscal não afetará os investimentos do governo. "Eu queria deixar claro que aumentar essa poupança não prejudica nenhum dos projetos prioritários do governo. O PAC, que é um projeto prioritário, que tem muitos projetos de infra-estrutura, saneamento, será cumprido à risca."

Reunião do Copom

O ministro evitou relacionar a medida da criação da poupança fiscal à reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que acontece na próxima semana. No entanto, ele destacou que está "tomando uma medida que vai ajudar a política monetária".

"A política fiscal e a política monetária estão de mãos dadas, estão colaborando, ambas estão contribuindo juntas para que a inflação não suba no país. Se você faz mais fiscal, você precisa fazer menos monetário. Isso é uma regra elementar", afirmou.

Grau de investimento

Guido Mantega também comentou a concessão do grau de investimento ao Brasil na quinta-feira pela agência de classificação de risco Fitch. Para ele, a principal implicação é o aumento dos investimentos estrangeiros no país.

"Esse segundo grau de investimento não muda muita coisa, pois já era esperado. Já há um fluxo forte de capitais para o Brasil e não acredito que vai mudar muito em relação a isso. É claro que sempre haverá preocupação nossa que não haja excesso de entrada de capital externo no país", disse.

Quarta-feira, 4 de Julho de 2007

Mulher se auto-atropela no RS

Este é um daqueles textos que poderiam começar com o clichê “Seria cômico se não fosse trágico”. Seria assim se não fosse de mau gosto. No Rio Grande do Sul, uma mulher se atropelou com o próprio carro, nesta segunda. Também não é momento para piadinhas sobre a destreza feminina ao volante. Tânia Maria de Souza, 46, foi vítima da conjunção de muito azar com um dos piores pesadelos de qualquer motorista. A mulher fechava o portão da garagem, que era inclinada, quando o seu Fiat Mille 2002 entrou em movimento e a esmagou contra a grade. Tânia morreu na hora e a polícia ainda não sabe o que levou o carro a atropelar a própria dona.

Sábado, 30 de Junho de 2007

Personagem importante morrerá nos gibis do Homem-Aranha

Segundo um comunicado da Marvel, "uma voz encorajadora e um ombro-onde-se-apoiar" do Homem-Aranha morrerá na próxima saga do personagem, "One More Day". A editora sugere os nomes de Tia May, Gata Negra e Mary Jane, mas não garante que será uma das três.

Nas histórias recentes do Aranha, nos EUA, Tia May levou um tiro e está em coma no hospital. Mary Jane, por sua vez, é a que mais corre perigo, já que o editor-chefe da Marvel, Joe Quesada, comentou várias vezes que o casamento prejudicou Peter Parker enquanto personagem. Já a Gata Negra seria uma escolha estranha, pois não dá as caras há algum tempo nos gibis.

"One More Day", que promete redefinir o universo o Aranha, começa em setembro nos EUA. O roteiro é de J.M. Straczynski, em sua despedida do personagem, e os desenhos do próprio Joe Quesada.

Super-heroína Poderosa tem redução de seios em capa de Liga da Justiça


A heroína da DC Poderosa ficou menos "poderosa" na capa de Justice League of America #10, lançada na semana passada. Quem notou foi o jornalista Rich Johnston, da coluna Lying in the Gutters.

Quando divulgada nos previews, a capa desenhada por Michael Turner provocou furor entre alguns leitores e leitoras - segundo eles, Turner havia exagerado na personagem, que estava com os seios maiores que sua cabeça. Foi a mesma época de outras duas controvérsias quanto à representação das mulheres nas HQs: a discussão em torno da "Mary Jane lavadeira" e uma capa da série Heroes for Hire, da Marvel, em que personagens femininas eram atacadas por tentáculos, ao estilo de alguns mangás pornográficos.

Segundo Johnston, os seios foram realmente redesenhados, "mas eles continuam maiores que a cabeça dela". Confira ao lado o preview e a capa de fato. A diferença é mínima.

Christian Bale fala sobre o Coringa de Dark Knight

Entrevistado pela matriz da MTV, Christian Bale, o Batman, falou brevemente sobre como será o Coringa de Heath Ledger em The Dark Knight, o novo filme do Homem-Morcego.

“Eu acredito que fomos mais fundo [nesta caracterização do vilão] do que outros filmes foram", obviamente ele se refere ao de 1989 de Tim Burton - o único, além do telefilme sessentista, que mostrou o Palhaço do Crime. "Nós sabemos, claro, que eles são personagens cartunescos, mas tentamos mostrar estas versões de uma forma mais realista... e palhaços são bem assustadores. Existe até uma palavra [para o medo de palhaços], coulrofobia. É uma palavra maravilhosa. A maioria das crianças tem medo desses safados", completou o ator.

The Dark Knight estréia em 18 de julho de 2008.

Leia mais sobre o novo Batman

Sexta-feira, 29 de Junho de 2007

Tempo, tempo, tempo

Dercy Gonçalves fez 102 anos sábado passado. Os pais levaram dois anos para registrá-la. Quando ela nasceu, Não havia avião, TV, relógio de pulso, o carro era apenas uma novidade. Ela assistiu a duas guerras, viu regimes de governo se erguerem, caírem e se reerguerem. Ela sobreviveu a todos os homens e mulheres mais poderosos do século XX. Dercy é privilegiada ou amaldiçoada, mas é uma aberração. Ninguém devia viver tanto.

Mal humorada e conservadora, Dercy parece ter aprendido pouco nesse um século de existência. É intolerante, guarda mágoas terríveis e não aprendeu nenhuma grande lição com a longevidade. Dercy é a negação ambulante de todos os livros de auto-ajuda. Dercy desmente todos os 100 segredos das pessoas felizes. No hilário Pânico na TV, de domingo passado, Vesgo disse a Dercy que tinha um presente. Ela perguntou: “É dinheiro?”. “Não”, ele respondeu. “Então vai pra p.”, devolveu ela. Dercy não se ilude. Dercy não acredita em ninguém. Dercy não leva nada a sério. Dercy não respeita nada. Dercy quer que o todo mundo vá pra p.”

Talvez esse seja o segredo de Dercy: fazer pouco do tempo, de Deus, do homem. Dercy não se gaba de nenhum feito do homem. Não diz que sua vida melhorou com o avião, o ferro a vapor ou com o MP3. Também não defende o meio-ambiente e nem deve saber o que é o efeito estufa. Dercy foi esquecida aqui. Ninguém devia viver o suficiente para matar todas as ilusões e ver que nada muda.

O crime vai à escola

A moda agora é o crime de mauricinho e patricinha. Garotos e garotas de classe média que espancam domésticas que pensavam ser prostituta e mendigos que pensavam ser mendigos. Um dos pais desses pimpolhos adoráveis disse que o filho não pode ser preso porque estuda e tem casa própria. Como se isso não fosse agravante. Outro, que a filha não podia ir para a cadeia simplesmente por ser mulher. Na verdade esses crimes nada têm a ver com a origem sócio-econômica dos acusados. Estão ligados aos valores em destaque na sociedade. Um dos meninos faz faculdade de Direito. Mas não é um contra-senso um futuro advogado que faz justiça com as próprias mãos, atirando pedras em supostas meretrizes. Ele não chegou à faculdade por ser bom, ético e honesto. Chegou simplesmente porque venceu uma prova de obstáculos, o vestibular.

Esse vestibular, por sua vez, cobra conteúdos totalmente desconectados da vida real e ainda valoriza a disputa e a segregação social: pobres, domésticas e prostitutas não entram. O vestibular não pode continuar sendo o norte de nosso ensino. O currículo ensinado nas escolas precisa ser revisado. Balizar o aprendizado através de notas também é uma marcantilização do ensino questionável. Está tudo errado e outros adolescentes sem-noção ainda vão surgir. Temos de repensar a escola em sua essência. Destruir tudo e começar de novo. Ou não.

Quinta-feira, 28 de Junho de 2007

Confira novos cartazes do filme dos Simpsons

O filme de Os Simpsons acaba de ganhar novas artes promocionais, um pôster e um banner, que mostram a família amarela correndo da Springfield ensandecida.

Para ver os pôsteres basta clicar sobre as imagens no final do post.

Além disso, o site oficial agora oferece um "gadget" do Windows Vista (aqueles acessórios inúteis que aparecem na barra lateral direita) com o tema do filme. Baixe o programa e tenha do seu desktop uma contagem regressiva para o lançamento do filme e uma seleção de sons de Homer Simpsons ao toque de um botão.

Assista os trailers:

Teaser Trailer
Trailer I
Trailer II

Fantasia The Water Horse tem primeiro trailer completo

The Water Horse: Legend of the Deep, a nova fantasia infanto-juvenil da Walden Media, estúdio responsável por outros longas do gênero, como As crônicas de Nárnia e Ponte para Terabítia, teve revelado o seu primeiro trailer completo.

Depois do teaser, que brincava com o mito do monstro do Lago Ness, agora entra-se no filme propriamente dito. A prévia mostra as primeiras imagens do bicho. É bonito? Olha, não é. Mas ele pula, brinca, faz barulhinho...

Assista o Trailer

Unesco declara Ópera de Sydney patrimônio da humanidade

Manila - A Ópera de Sydney foi incorporada nesta quinta-feira à lista do patrimônio da humanidade elaborada pela Unesco, durante a 31ª reunião do Comitê do Patrimônio Mundial, na cidade neozelandesa de Christchurch, informou hoje um comunicado da organização.

O Parque Nacional do Teide, na Espanha, também passou a fazer parte do Patrimônio Natural da Humanidade, na mesma reunião.

A Ópera de Sydney foi inaugurada em 1973 e é considerada uma das maiores obras de arquitetura do século XX. Catalogada como expressionismo moderno, ela se destaca pela criatividade do arquiteto Jørn Utzon.

Fonte: Oi Internet

Chávez critica EUA e afirma que comprar armas não é sua prioridade na Rússia

Moscou - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou hoje que o "imperialismo americano" pode acabar com o mundo e assegurou que a compra de armas não é sua prioridade em Moscou.

"Ou quebramos o imperialismo americano ou o imperialismo americano quebra definitivamente o mundo", afirmou Chávez ao inaugurar o centro cultural latino-americano Simón Bolívar na sede da Biblioteca Estadual de Literatura Estrangeira Rudomino.

Em seu discurso, Chávez negou que tenha viajado à Rússia só para comprar armas e elogiou o presidente russo, Vladimir Putin, por denunciar as tentativas dos Estados Unidos de ditar os destinos do mundo.

Fonte: OI Internet

Quarta-feira, 27 de Junho de 2007

Mundo terá 9 bilhões de pessoas em 2050, diz ONU

O mundo terá em 2050 cerca de 2,5 bilhões de habitantes a mais do que hoje, elevando o total de moradores do planeta a 9 bilhões, estima um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgado nesta quarta-feira.

E até 2030, 5 bilhões de pessoas viverão nas cidades, o equivalente a 60% da população, disse o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

No ano em que o mundo ultrapassa uma marca de mais de 50% de seus 6,6 bilhões de moradores vivendo em centros urbanos, o UNFPA dedicou seu relatório anual Situação da População Mundial 2007 ao tema da urbanização.

O crescimento urbano ocorrerá quase que exclusivamente no mundo em desenvolvimento, onde em 2030 viverão 80% da população das cidades, disse a ONU.

Em 30 anos, a população urbana nos países ricos aumentará em apenas 100 milhões de pessoas, o equivalente a 11% da população urbana atual nesses países (veja quadro).

Na América Latina, 200 milhões de moradores urbanos adicionais até 2030 significarão um aumento de 50% em relação a hoje.

Já na Ásia e na África, carros-chefes do crescimento das cidades, a população urbana dobrará neste período.

Com as cidades desses continentes crescendo ao ritmo de um milhão de habitantes por semana, quase sete em cada dez cidadãos urbanos serão asiáticos ou africanos em 2030, previu o estudo.

Favelas

O cenário de concentração do crescimento urbano em cidades do mundo em desenvolvimento fez o UNFPA alertar para a conseqüente explosão das favelas.

Atualmente, 1 bilhão de pessoas vive em favelas, 90% das quais estão nos países em desenvolvimento e 40% na Índia ou na China.

"Na África Subsaariana, a urbanização tornou-se virtualmente sinônimo de crescimento das favelas; 72% da população urbana da região vive sob condições de favela, comparados a 56% no Sul da Ásia", disse o relatório.

"A população de favelas na África Subsaariana quase dobrou em 15 anos, alcançando cerca de 200 milhões em 2005".

Para os brasileiros, as favelas viraram a maior ilustração das grandes cidades, com milhões de habitantes. Mas o relatório ressaltou que a maior parte do crescimento se dará em cidades de menos de 500 mil habitantes.

"É preciso concentrar a atenção onde o crescimento é maior", afirmou a diretora-executiva do UNFPA, Thoraya Ahmed Obaid.

"Portanto, é preciso prestar maior atenção às cidades menores, proporcionando-lhes recursos como informação e assistência técnica (para encarar desafios futuros)."

Obaid acrescentou que "a urbanização é inevitável", e que o processo deveria ser "uma força para o bem".

Migração campo-cidade

O relatório disse que o crescimento urbano do futuro não se dará pela migração do campo para as cidades, e sim pelo próprio aumento das populações que já vivem nelas, e criticou políticas oficiais de alguns países de proibir ou desencorajar a movimentação do mundo rural para o urbano.

Tais políticas, hoje comuns, por exemplo, na China, também caracterizaram a América Latina nos anos 70.

"A transição urbana na América Latina ocorreu apesar de muitas políticas antiurbanas explícitas. De modo geral, a transição urbana foi positiva para o desenvolvimento", observou o relatório.

"Uma atitude pró-ativa em relação ao inevitável crescimento urbano teria minimizado muitas de suas conseqüências negativas, particularmente a formação de favelas e a falta de serviços urbanos para os pobres."

Fonte: Folha Online

Adaptação de O Alquimista ainda deve acontecer

Adiadas desde o longínquo 2005, as filmagens de O alquimista, adaptação cinematográfica do livro de Paulo Coelho, ainda podem acontecer.

Laurence Fishburne (o Morpheus de Matrix) havia adquirido os direitos do livro, adaptou o roteiro, vai interpretar o papel principal e também dirigirá a produção. A novidade é que agora ele se une a pesos-pesados na produção: Barrie Osborne e Helen Sugland, casal de produtores de O Senhor dos Anéis, além de Steve Markoff (Alpha Dog), da produtora A-Mark.

A distribuição também está fechada - será pela Warner Bros. Só falta mesmo marcar (de novo) as datas de filmagens.

O alquimista, o primeiro livro de Paulo Coelho, foi lançado em 1988 e conta a história de um jovem pastor que, depois de ter o mesmo sonho repetidas vezes, decide segui-lo. Em sua jornada, defronta-se com os grandes mistérios que, segundo o autor, acompanham a humanidade desde o começo dos tempos, tais como os sinais de Deus, a Lenda Pessoal que cada um de nós precisa viver e a misteriosa Alma do Mundo, onde qualquer pessoa pode penetrar se ouvir o próprio coração. Nesse ínterim, inicia-se na arte da alquimia.

Leia mais sobre O Alquimista

Terça-feira, 26 de Junho de 2007

Deputado evangélico é acusado de tentar matar ex-aliado

Brasília - O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados deve analisar na próxima quarta-feira uma acusação contra o deputado Mário de Oliveira (foto), do PSC de Minas Gerais, que, de acordo com investigações da Polícia Civil do estado de São Paulo, teria contratado um pistoleiro para matar o também deputado Carlos Willian (PTC-MG). O deputado Mário de Oliveira, presidente da Igreja do Evangelho Quadrangular, teria pago R$ 150 mil ao pistoleiro conhecido como Alemão para eliminar Carlos Willian. O caso foi transformado em inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF).

As desavenças entre Carlos Willian e Mário de Oliveira, segundo o "Congresso em Foco", começaram por conta da administração da Fundação Educativa Quadrangular e se intensificaram quando Oliveira não conseguiu se eleger senador em 2002 e Willian foi o deputado federal mais votado entre os candidatos da Igreja Quadrangular.

Por decisão de Mário de Oliveira, Willian deveria renunciar ao cargo para que em seu lugar assumisse o suplente Antônio Carlos de Moraes, vereador e pastor da igreja em Ipatinga. Ele acabou tomando posse, mas foi suspenso de todas as atividades que exercia na Igreja do Evangelho Quadrangular.

Em 2006, já longe da igreja, Carlos Willian se reelegeu. Na mesma eleição, Mário de Oliveira voltou à Câmara para o sexto mandato. No dia da posse, em fevereiro de 2007, Willian diz ter sido ofendido por Oliveira, por isso entrou com a representação contra ele na Corregedoria e com um processo por danos morais. Em 14 de abril deste ano, o deputado do PTC pediu a Inocêncio de Oliveira (PR-PE), corregedor da Casa, urgência na avaliação do caso, por se sentir ameaçado.

Segundo o jornal "Correio Braziliense", a tentativa de assassinar Willian teria ocorrido na quinta-feira passada, na MG-10, estrada que liga o aeroporto de Confins a Belo Horizonte. O deputado veio de Brasília na comitiva do presidente Lula e não em vôo de carreira.

O plano foi para assassinar Carlos Willian foi descoberto pela Polícia Civil de São Paulo, que prendeu dois acusados acertando o crime dentro do shopping Osasco, na região metropolitana de São Paulo, na última sexta-feira. Em depoimento, Odair da Silva, freqüentador da Igreja do Evangelho Quadrangular, contou que contratou o pistoleiro a pedido do chefe de comunicação da igreja, Celso Braz do Nascimento, subordinado de Oliveira.


Fonte: O Dia Online

YouTube: Cicarelli perde processo e vídeo pode regressar

A brasileira Daniela Cicarelli e o seu namorado, Tato Malzoni,
perderam a acção judicial que colocaram ao YouTube
sobre a divulgação de um vídeo, onde o casal aparecia em
cenas polémicas, numa praia espanhola.

Caso "os desembargadores se posicionem do mesmo modo" sobre a decisão da 23ª Vara Cível de São Paulo, no Brasil, o ficheiro, retirado do site de partilha de vídeos após a queixa da apresentadora, poderá regressar.

O processo, movido pelo casal, pedia a proibição da exibição das imagens e uma indemnização por danos morais, mas o tribunal julgou a acção improcedente.

A modelo foi protagonista de uma das maiores polémicas da Internet brasileira no início deste ano, levando a que o YouTube ficasse bloqueado naquele país.

Em Fevereiro, Cicarelli foi vítima de outra «confusão virtual», quando o blog Listening Post, da Wired, publicou uma nota sobre um serviço de prostituição por iPod, com uma imagem da apresentadora da MTV.

Fonte: Diário Digital

SP: bebê anencéfalo está bem e já comeu sem sonda

São Paulo - O bebê que nasceu anencéfalo (sem parte do cérebro) em Patrocínio Paulista, no interior de São Paulo, Marcela de Jesus Ferreira, completou sete meses de vida no último dia 20 com estado de saúde bom. Márcia Beani Barcellos, pediatra que cuida de Marcela, afirmou que a criança já se alimentou sem a sonda e que utiliza cada vez menos o capacete de auxílio na respiração.

A mãe, Cacilda Ferreira, disse que Marcela está bem e que já comeu, algumas vezes, sem utilizar a sonda, para se acostumar a engolir os alimentos. "Eu dou leite em pó, suco e papinha de legumes e fubá, mas ela ainda come bem pouco".

Marcela pesa 7 kg e tem 60 cm de altura, de acordo com a mãe, que também afirma estar "muito feliz, graças a Deus".

As duas continuam morando em uma casa perto do hospital e sempre recebem visitas da família, que vive em uma fazenda próximo à cidade.

Fonte: O Dia Online

Gravidez é confundida com pedra na vesícula, em Minas Gerais

Maria diz que procurou o hospital com dores. "Levei exames antigos, entre eles uma ultra-sonografia de 2003 que apontava uma pedra na vesícula", disse. Ela foi atendida várias vezes no hospital. "Em cada uma das consultas, fui atendida por um médico diferente", afirmou. Os médicos pediram exames de sangue, de urina, de hormônio e uma endoscopia digestiva.

Minas Gerais - Uma dona de casa em Uberaba, no Triângulo Mineiro, teve um susto na semana passada. Ela faria uma cirurgia de retirada de pedra na vesícula, mas, ao invés disso, deu à luz a uma menina. Maria de Lourdes Alves, 27 anos, disse que não foi informada da gravidez pelos médicos do Hospital Escola de Uberaba.

Por ser gordinha, ter a menstruação atrasada e dificuldades para engravidar, ela não desconfiou que estava esperando um bebê. Maria de Lourdes conta que sentiu dores e incômodos em fevereiro.

"Eles não pediram a ultra-sonografia porque eu já havia levado a de 2003." Maria de Lourdes diz que chegou a desconfiar que estava grávida. "Eu sentia às vezes uma coisa mexendo. Os médicos falavam que era um sintoma do problema da vesícula", informou. Na madrugada de quarta-feira, dia 13 de junho, Maria de Lourdes sentiu fortes dores.

"Minha bolsa rompeu e eu pensei que estava urinando sem ver. Eu procurei o ambulatório do hospital às 7h sentindo muitas dores, mas só fui atendida às 11h." Quando foi atendida, os médicos perceberam que se tratava de gravidez e fizeram o parto.

A menina Vitória nasceu com 2.400 kg e saudável. O pai da criança, o operário da construção civil Walter Alves, 27 anos, conta que o casal teve que improvisar a casa para receber a criança. Por enquanto, Vitória dorme em um carrinho de bebê. "Estou muito feliz", disse o pai. A diretoria do hospital informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que está apurando se houve erros.

Fonte: O Dia Online

Investimentos em Angra 3 vão atingir quase R$ 8 bilhões

Batido o martelo sobre a conclusão de Angra 3, o governo terá de deslanchar investimentos da ordem de R$ 600 milhões, além dos R$ 7,2 bilhões previstos para a usina, no sistema de produção do combustível nuclear e no reaparelhamento da Nuclep, estatal responsável pelos equipamentos pesados para a central. A conta, ainda não fechada, faz parte de um trabalho em elaboração pelo setor para driblar os gargalos que surgirão com a expansão do parque nuclear brasileiro.

"Já temos um balanço das dificuldades e propusemos um conjunto de ações para serem tomadas até 2010", informa o presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), Odair Dias Gonçalves. Em um primeiro momento, o governo precisa desenvolver o ciclo de produção de energia nuclear, cuja tecnologia já existe no País, mas ainda não é usada em escala industrial.

O projeto inicial prevê investimentos de pelo menos R$ 500 milhões para tornar a Indústrias Nucleares do Brasil (INB) apta a enriquecer um volume de urânio suficiente para abastecer 60% das necessidades das usinas de Angra 1 e 2 até 2010. A produção de combustível nuclear é composta por cinco etapas. O Brasil não domina apenas duas: o enriquecimento de urânio e a conversão do minério em gás. Há tecnologia para as duas, mas a escala de consumo com duas usinas não animava o governo a investir nos equipamentos. Com a perspectiva de uma terceira usina, a situação mudou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Portal Exame

Domingo, 24 de Junho de 2007

Queda-de-braço com Deus

Os ateus fazem sua propaganda em livros
que provocam os fiéis e afirmam que pode
existir sentido em uma vida sem religião

O papa abençoa os fiéis na Praça de São Pedro:
intervenções divinas no mundo físico

Quando o astrônomo e matemático francês Pierre-Simon de Laplace apresentou seu Tratado de Mecânica Celeste a Napoleão Bonaparte, o imperador estranhou uma ausência naquela laboriosa aplicação da física de Isaac Newton ao movimento de planetas e estrelas. Por que, quis saber Napoleão, Laplace não mencionava Deus? "Eu não precisei dessa hipótese", foi a resposta do astrônomo. Deus saía de cena na ordem celeste – e mais ou menos sessenta anos depois, com a publicação de A Origem das Espécies, de Charles Darwin, em 1859, a hipótese divina também era dispensada para explicar a vida sobre a Terra. Deus não cedeu espaço na moral, na cultura, na sociedade, nem mesmo na política. Mas a ambição de expulsá-lo de vez – e, com Ele, padres, pastores, imãs, rabinos – de todos os recessos da existência vem ganhando expressão em vários livros recentes. O proselitismo ateu anda forte nas livrarias, com um elenco preeminente e variado de autores abrindo fogo contra os fiéis: o biólogo inglês Richard Dawkins, o filósofo americano Daniel Dennett, o jornalista inglês Christopher Hitchens e o filósofo francês Michel Onfray. Os livros de Hitchens e Dawkins vêm freqüentando listas de mais vendidos nos Estados Unidos, e Onfray vendeu 200.000 exemplares de seu Tratado de Ateologia (tradução de Monica Stahel; Martins Fontes; 214 páginas; 39,80 reais) na França. Será incorreto imaginar que há uma onda de descrença varrendo o mundo. Esses livros são sobretudo uma reação – às vezes exagerada, alarmista até – a um certo recrudescimento da religião, em suas versões mais fanáticas, no mundo pós-11 de Setembro.

O caráter reativo dessas obras se revela no tom. Distintas na forma e nos pressupostos, todas têm uma tendência um tanto infantil à provocação. Em uma resenha do livro Quebrando o Encanto (tradução de Helena Londres; Globo; 456 páginas; 39 reais), de Daniel Dennett, publicada no The Washington Post, o teólogo Jack Miles, autor de Deus, uma Biografia, observou que às vezes o filósofo darwinista parece estar puxando os crentes para a briga, como quem diz "vamos acertar isso lá fora". E o livro de Dennett é o menos exaltado – chega até a propor o diálogo com os religiosos moderados. Amigo de Dennett, Richard Dawkins mostra-se mais virulento já no título, The God Delusion (Deus, um Delírio, a ser lançado no Brasil em agosto, pela Companhia das Letras). Radical, ele não aceita nenhuma divisão de terreno, na linha "a ciência trata do mundo físico, e a religião, do espiritual". Argumenta que a religião nunca se contenta nos limites do mundo espiritual. Todas as igrejas fazem afirmações sobre o universo físico, postulando a existência de milagres e intervenções divinas (quando foi baleado em um atentado, o papa João Paulo II afirmou que a mão de Nossa Senhora de Fátima o salvou. Dawkins prefere dar crédito ao time de cirurgiões que operou o sumo pontífice). Christopher Hitchens, em God Is Not Great (Deus Não É Grande, a sair em outubro, pela Ediouro), leva um argumento semelhante ao campo político: seria ilusório imaginar que a pregação de padres, rabinos e imãs só se estende aos fiéis, que não interfere em nada no dia-a-dia das sociedades seculares. As religiões estão sempre tentando influenciar políticas públicas, especialmente quando questões morais e sexuais estão em jogo. Aliás, Hitchens, com sua peculiar ironia, se refestela ao tratar da obsessão religiosa por pureza sexual: "Os lunáticos homicidas do 11 de setembro foram talvez tentados pelas virgens do Paraíso islâmico, mas o mais revoltante é que, como muitos de seus camaradas de jihad, eles mesmos eram virgens".

A questão fundamental levantada pelo ateísmo, porém, está além dos embates entre cientistas e sacerdotes ou da tensão entre a Igreja e a sociedade laica. É um território minado da filosofia: a existência de Deus não pode ser comprovada, mas tampouco há como negá-la. O filósofo americano Richard Rorty (morto no início de junho), em um ensaio de O Futuro da Religião (Relume-Dumará) – livro em co-autoria com o italiano Gianni Vattimo –, chega a dizer que essa é uma "questão ruim": não pode ser decidida e, portanto, deve ser abandonada. Rorty preferia declarar-se anticlerical, e não ateu, pois "o anticlericalismo é uma perspectiva política, e não epistemológica ou metafísica". Dawkins arrisca-se nessa área de indecisões: sim, ele admite, é impossível negar Deus, mas nem por isso ateísmo e teísmo são hipóteses equivalentes. A evolução parte de elementos simples para chegar a formas complexas como o olho ou o cérebro humano. A hipótese teísta seria uma inversão dessa lógica: coloca uma inteligência complexa como origem de todo o universo. Não se trata, portanto, de dizer que Deus não existe: ele seria apenas muito, muito improvável.

Darwin é a referência fundamental de Dawkins, e Dennett também recorre ao filósofo escocês David Hume. Hitchens às vezes cita O Futuro de uma Ilusão, a crítica de Sigmund Freud às religiões. Friedrich Nietzsche, o alemão que se propôs a derrubar a moral judaico-cristã com seu martelo filosófico, só aparece marginalmente nesses autores – mas é fundamental para Michel Onfray. O francês contesta o famoso slogan de Assim Falou Zaratustra, "Deus está morto". "Não se mata uma ficção", diz Onfray. Mas Onfray reconhece em Nietzsche a fundação para "uma outra moral, uma nova ética, valores inéditos". Ao contrário dos outros livros, Tratado de Ateologia traz um antiquado ardor utópico, ainda que de contornos vagos. A crítica ao islamismo é um ponto forte – e polêmico – do livro. "O Corão não permite a religião à la carte", diz Onfray. Ou seja, o muçulmano não pode fazer como os cristãos e judeus modernos, que tendem a escolher os preceitos que vão ou não seguir nos textos sagrados. O Islã seria "estruturalmente arcaico" e totalitário.

Onfray recupera figuras obscuras da história das idéias, como Jean Meslier (1644-1729), um abade que rompeu com a Igreja para escrever panfletos anti-religiosos que estariam entre as primeiras obras de franco ateísmo da história. A palavra "ateu" sempre foi usada para caracterizar heresias ou crenças desviantes. A negação efetiva de Deus, porém, era uma impossibilidade teórica no mundo imerso em religião anterior ao Iluminismo. A historiadora da religião Karen Armstrong diz que ateus de fato só começam a surgir no fim do século XVIII. Não é de estranhar que o recente ensaísmo de propaganda atéia busque uma certa coloração heróica: o ateu, afinal, é uma criatura relativamente recente sobre a face da Terra, e como tal ainda tem de se afirmar.

Dawkins, Onfray e Hitchens deixam a sugestão temerária de que o mundo seria melhor sem religião. Eis outra hipótese que simplesmente não pode ser testada. O que se pode afirmar, porém, é que a crença em Deus não é necessária para uma vida correta. A moral não é, como Nietzsche sugeria, uma impostura do cristianismo: o senso do certo e do errado, do justo e do injusto, transcende as religiões e, em certa medida, está impresso na natureza humana. Dennett observa que mesmo um ateu pode e deve cultivar valores sagrados, como a verdade, o amor, a democracia. E uma vida sem Deus tampouco precisa ser vazia de sentido, como bem demonstrou o filósofo galês Bertrand Russell: "Eu acredito que, quando eu morrer, irei apodrecer, e nada do meu ego sobreviverá. Mas me recuso a tremer de terror diante da minha aniquilação. A felicidade não é menos felicidade porque deve chegar a um fim, nem o pensamento e o amor perdem seu valor porque não são eternos".


"A Santíssima Trindade é acompanhada pela Virgem Maria, uma deusa de fato, embora não seja chamada assim. O panteão católico é inflado ainda pelos santos, que, se não são semideuses, têm poderes de intercessão em áreas especializadas que incluem dores abdominais, anorexia, desordens intestinais. O que me impressiona na mitologia católica é não só a sua qualidade kitsch, mas também a falta de vergonha com que essa gente fabrica as coisas no andar da carruagem. É tudo despudoradamente inventado."
Richard Dawkins, biólogo inglês, em The God Delusion

"Cerca de 150 versículos do Corão justificam e legitimam a guerra santa, o jihad. É o suficiente para fazer naufragar as duas ou três frases muito inofensivas que exortam à tolerância ou à recusa da coação em matéria de religião (!). Em tal oceano de sangue, quem pode ainda se dar ao trabalho de se deter nas duas ou três frases que exortam à humanidade e não à barbárie?"
Michel Onfray, filósofo francês, em Tratado de Ateologia

"Nem é preciso dizer que nenhum dos eventos repulsivos e desordenados que o Êxodo narra aconteceu. Não houve fuga do Egito, nem peregrinação pelo deserto, e nem a conquista dramática da Terra Prometida – (...) os horrores e crueldades e loucuras do Velho Testamento. E quem – a não ser por sacerdotes antigos que exercem o poder através do método consagrado da imposição do terror – poderia desejar que esse novelo emaranhado de fábulas seja verdadeiro?
"
Christopher Hitchens, jornalista americano, em God Is Not Great

Macaco também é gente

Uma dupla de chimpanzés causa polêmica ao reivindicar direitos humanos no tribunal.
Será que todos os primatas devem ser iguais perante a lei?


No filme O Planeta dos Macacos (1968),
Charlton Heston deu o famoso “selinho” na “doutora” Zira

Hiasl e Rosi não resistem a um doce e adoram documentários sobre animais selvagens. Pela TV a cabo, eles acompanham as caçadas das hienas e as aventuras dos últimos gorilas das montanhas. São jovens, têm 26 anos e levam uma boa vida na Viena de Sigmund Freud – que provavelmente os acharia, no mínimo, instigantes. Hiasl e Rosi são chimpanzés. Recentemente, viraram celebridades mundiais. Tudo porque os dois – ou, pelo menos, seus representantes legais – reivindicam a equiparação de seus direitos aos dos “primos” humanos, com quem têm em comum quase 99% do código genético.

Os chimpanzés, enquanto espécie, estão ameaçados de extinção. No caso de Hiasl e Rosi, o que estava a perigo era a dolce vita. Eles vivem em um santuário – nome politicamente correto dado aos abrigos onde os animais vivem soltos. Mas cada um deles custava 5 mil euros (quase R$ 13 mil) por mês, o que contribuiu para levar o lugar à falência. Para manter o padrão de vida dos chimpanzés, Martin Balluch, presidente da Organização Austríaca para os Direitos dos Animais, e o advogado Eberhart Theuer, de um grupo chamado Associação contra a Criação Industrial de Animais, ingressaram na Justiça para obter uma espécie de tutor legal para os dois macacos.

Não faltaram candidatos nem euros, mas na Áustria só pessoas podem ser contempladas com dinheiro alheio. Balluch, então, não se conteve: afirmou na Justiça que Hiasl e Rosi são pessoas. Estava armada a confusão. “Eles são pessoas e devem ter os direitos legais básicos”, afirma Balluch. “Direito à vida, direito a não ser torturados e a poder viver em liberdade sob certas condições.” Balluch não é uma voz solitária berrando na selva humana. “Os chimpanzés podem doar sangue a humanos e são seres sociais, com cultura própria”, diz Pedro Ynterian, presidente do Great Ape Project no Brasil. A organização luta há 14 anos pelo direito dos grandes primatas: um grupo composto de chimpanzés, gorilas, orangotangos e bonobos. E reivindica a implantação do conceito de “comunidade de iguais”.

Hiasl e Rosi, os pivôs desta história, viveram traumas causados por humanos logo na primeira infância. Foram arrancados de seu bando em Serra Leoa – país mais conhecido pelas guerras civis e por contrabando de diamantes, que foi tema de Hollywood no filme Diamante de Sangue, estrelado por Leonardo DiCaprio. Em 1982, Hiasl e Rosi ainda eram bebês quando foram levados para a Áustria por contrabandistas. Seu destino era um laboratório de vivissecção – nome dado a experiências que envolvem abrir e operar animais vivos. Para sorte deles, foram intercepta-dos pela polícia e enviados ao santuário. Lá, ganharam nome humano e viveram razoavelmente felizes até a falência do local. Seus advogados querem impedir que sejam vendidos conquistando na Justiça o direito de angariar doações. Em 9 de maio, a juíza local rejeitou o pedido. Hiasl e Rosi recorreram. Enquanto a sentença não sai, a polêmica corre o mundo dos humanos.

No Brasil, há pelo menos um precedente favorável aos primatas. Em 2005, uma fêmea de chimpanzé chamada Suíça, do Jardim Zoológico de Salvador, foi considerada um “sujeito de direitos” pelo juiz Edmundo Cruz. Suíça acabara de perder o companheiro de cativeiro. Solitária, afundara numa depressão forte. Vendo o estado lastimável da macaca, o promotor Heron José de Santana, especialista em Direito Ambiental e professor da Universidade Federal da Bahia, entrou com um pedido de habeas corpus em seu nome. Santana queria que ela fosse transferida o mais rápido possível para um dos três santuários brasileiros. Infelizmente, Suíça não pôde se beneficiar de seu novo status legal. Morreu de parada cardíaca antes da libertação, com apenas 18 anos (um chimpanzé pode viver até os 70). Na sentença, proferida depois da morte, o juiz escreveu que o direito “não é estático, e sim sujeito a constantes mutações, em que novas decisões têm de se adaptar aos tempos hodiernos”. O caso tornou-se referência internacional. Para reivindicar os direitos de Suíça, o promotor, hoje presidente do Instituto Abolicionista Animal, usou argumentos surpreendentes. “Estamos falando de conceder direito a um grupo, como já foi feito com as mulheres e com os escravos”, afirma Santana. “Queremos garantir a liberdade desses nossos primos: o primeiro passo de uma luta para incluir as demais espécies da fauna.”

O Vaticano e a Anistia internacional fizeram questão de marcar posição – não contra ou a favor dos chimpanzés, mas contra o debate. Compartilham da opinião de que, antes de pensar nos animais, ainda há um longo caminho a percorrer para garantir os direitos dos humanos. Organizações como Greenpeace e a WWF, entre outras, preferiram não se manifestar. O pesquisador holandês Frans Waal, professor da Universidade Emory, nos Estados Unidos, e um dos maiores especialistas em primatas do mundo, afirma que o conceito de direito pode ser aplicado apenas para “aqueles capazes de se responsabilizar por seus atos perante a sociedade”. Para o professor de Bioética Marco Segre, da Universidade de São Paulo, “a discussão é importante para superar uma visão cientificamente restrita”. Ele – como os defensores de Hiasl e Rosi – acredita que o homem precisa abandonar um olhar “umbigocêntrico”: ou seja, precisaríamos deixar de ver o mundo a partir do redondo umbigo do homo sapiens. Pelo menos uma vitória os macacos já tiveram: no início deste ano, as Ilhas Baleares espanholas deram status de “adulto dependente” a esses animais.

Fonte: Revista Época